O ministro-adjunto, Poiares Maduro, admitiu este sábado a propósito da possibilidade de um segundo resgate que «há circunstâncias que o Governo não controla», sublinhando que a ação política está condicionada pela ação de outros poderes, como o judicial.

«Tudo aquilo que o Governo tem feito é no sentido de garantir condições de o Estado não necessitar de um segundo resgate, isso é claro, é reconhecido pelos nossos parceiros internacionais», afirmou.

«Claro que há circunstâncias que o Governo não controla e que dependem da tal margem de opções políticas que é deixada ao Governo para cumprir as condições do programa de assistência económica e financeira», afirmou.

Insistindo que «um Governo não controla todas as dimensões», Poiares Maduro frisou que «o espaço da ação política, hoje em dia, é limitado e é condicionado quer por via da Europa, por exemplo, quer por via da ação de outros poderes, como o poder judicial, que determina ou não o que é possível em termos políticos».

«O que o Governo fará seguramente é, quer reagindo à conjuntura europeia, quer reagindo a qualquer outra decisão que determine qual é o leque de opções políticas, é escolher aquelas que podendo até não ser as que mais desejaríamos, sejam mais necessárias e importantes para o país cumprir com os seus compromissos internacionais, acrescentou o ministro-adjunto, que falava aos jornalistas numa aula da Universidade de verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo.

Poiares Maduro, reconheceu que no atual contexto «é inevitável» reduzir pensões, considerando que a sustentabilidade da Segurança Social coloca desafios de curto prazo «particularmente graves e difíceis de resolver».

Admitindo que a sustentabilidade da Segurança Social «é um problema que coloca desafios de curto prazo particularmente graves e difíceis de resolver», Poiares Maduro apontou a convergência da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações como exemplo de que o Governo está atento às preocupações de proteger os mais desfavorecidos.