
Bruxelas finaliza uma espécie de Plano Marshall para os países mais castigados pela crise europeia, mas falta-lhe uma forma de financiamento.
A notícia é avançada pelo jornal espanhol «El País», que refere que este plano, denominado «Pacto para o Crescimento» (ou «Agenda para o Crescimento», conforme já lhe chamou Angela Merkel), tem sido mencionado em diversos documentos oficiais da União Europeia, nos últimos meses.
Baseado na aposta ao investimento em áreas como as infraestruturas, energia verde e tecnologias, com apoio do setor privado, este plano carece até à data de forma de financiamento, ou seja, dinheiro, segundo disseram fontes europeias ao jornal.
Segundo o «El País», o valor necessário estará na ordem dos 200 mil milhões de euros.
A Angela Merkel, segundo o «El País», agradar-lhe-á uma ideia do candidato socialista francês François Hollande, que defende que a fonte de financiamento de um plano de crescimento e emprego na Europa deve estar centralizada no Banco Europeu de Investimento (BEI).
Em cima da mesa está a recapitalização do BEI, cujas propostas de engenharia financeira, deverão ser discutidas após as eleições francesas, marcadas para 6 de Maio.
O Plano Marshall consistiu num programa de recuperação europeia após a II Guerra Mundial, em 1947. Deve o seu nome ao secretário de Estado norte-americano George Marshall, cujo país esteve na génese deste programa, que injectou 13 biliões de dólares na economia.