A Comissão de Trabalhadores da TAP está a ponderar apresentar uma queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) por não ter sido ouvida no âmbito do plano de reajustamento da administração da transportadora, entregue ao Governo na segunda-feira.

“Basta estar previsto uma diminuição da operação ou uma não renovação de contratos para termos que ser informados e poder até propor alterações”

 
Palavras do coordenador da Comissão de Trabalhadores da TAP, Vítor Baeta, que, em declarações à Lusa, defendeu que antes de a administração ter entregado a proposta para ultrapassar as dificuldades financeiras, agravadas pela greve dos pilotos, tinha que ter “ouvido os trabalhadores”, acusando a transportadora de “falta de transparência”.

O ministro da Economia, Pires de Lima, disse hoje que o plano do Conselho de Administração da TAP para ultrapassar as dificuldades financeiras “muito provavelmente” não contempla despedimentos.

O plano que a TAP entregou na segunda-feira ao Governo pra aliviar a pressão financeira prevê uma reprogramação da operação, com a supressão de rotas nomeadamente as lançadas há menos de um ano, de acordo com a edição de hoje do jornal Público.