O primeiro-ministro, António Costa, disse esta sexta-feira, em Arcos de Valdevez, que o governo pretende chegar ao final do ano com 450 milhões de euros de incentivos às empresas para "alavancar" a economia nacional.

Até ao final do ano, temos que colocar nas empresas 450 milhões euros de forma a alavancar um conjunto de projetos de investimento que são essenciais à modernização da nossa economia", afirmou o chefe de Governo durante uma visita a Eurocast, do grupo GMD, uma multinacional francesa do setor automóvel, apoiada por fundos comunitários no âmbito do Plano 100.

António Costa, que falava a propósito do balanço do Plano 100, que integra um conjunto de medidas de agilização do acesso aos fundos europeus estruturais, sublinhou ter sido cumprido o objetivo de injetar 100 milhões de euros na economia nos primeiros 100 dias de governação.

Cumprimos um objetivo, ultrapassámos até um pouco o objetivo e, por isso, podemos agora fixar um novo objetivo", sublinhou.

Aquele plano, lançado no âmbito do programa Portugal 2020, tem como objetivo de facilitar e potenciar o investimento das empresas.

Antes de António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques sublinhou que a meta "ambiciosa" dos 450 milhões de euros de apoios às empresas que "permitirá continuar a afastar a linha de pagamentos do que era o ritmo de pagamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) ".

Pedro Marques adiantou que aquela meta representa um "aumento de, praticamente, 50% da intensidade de apoios às empresas no período comparável do QREN".

O governante apontou a multinacional francesa do setor automóvel, um investimento de 25 milhões de euros como "o maior projeto apoiado no âmbito do Plano 100".

Está em laboração, criou emprego, emprego intenso em tecnologia. É um bom exemplo de que podemos fazer mais e de que é possível mobilizar a administração, que os investidores acreditam e o país está a recuperar a confiança no investimento", afirmou o ministro.

Anteriormente, à Lusa, e em vésperas de o executivo cumprir 100 dias de governação, Pedro Marques afirmou que, no âmbito do Plano 100, foram pagos 114 milhões de euros de incentivos às empresas, "já um pouco acima da meta estabelecida".

Lançámos um objetivo logo no dia da discussão do programa do Governo", que foi o de "fazer pagamentos às empresas dos incentivos disponíveis, dos fundos europeus disponíveis, para incentivar o investimento das empresas até 100 milhões de euros nos primeiros 100 dias" do Executivo.

Foi possível atingir essa meta. Agora que estamos a terminar os 100 dias, posso dizer que atingimos o valor de 114 milhões de euros, já um pouco acima da meta estabelecida", salientou o ministro.

Multiplicámos por mais de seis vezes o número de projetos contratados e, portanto, as empresas a partir do momento em que têm o contrato de investimento, o contrato de apoio por parte do Estado têm segurança para avançar com o seu investimento", acrescentou.

Estes incentivos envolvem 2.134 empresas, vão gerar 3.805 empregos diretos e 2.219 milhões de euros em exportações.

Em dezembro, o Governo anunciou o objetivo de injetar 100 milhões de euros na economia nos primeiros 100 dias de governação, através de medidas que facilitem o acesso aos fundos estruturais e ao investimento, incluídas no Plano 100.

O Plano 100 integra um conjunto de medidas de agilização do acesso aos fundos europeus estruturais, no âmbito do programa Portugal 2020, com o objetivo de facilitar e potenciar o investimento das empresas.