Nos últimos dois anos o Estado injetou 90 milhões de euros no banco Efisa, uma instituição que fazia parte do grupo BPN. É mais do dobro do valor que será arrecadado com a venda do banco à Pivot SGPS, empresa de capitais portugueses e angolanos, que poderá vir a ter como acionista o ex-ministro Miguel Relvas.

É uma sociedade de capitais portugueses e angolanos, com dois acionistas maioritários: Ricardo Santos silva, especialista em mercados financeiros e Aba Schubert, gestora de investimentos no Reino Unido.

A estes dois acionistas querem juntar-se outros investidores, entre eles, o ex-ministro do PSD, Miguel Relvas e Mário Palhares, antigo vice-governador do Banco Nacional de Angola.

A lista de potenciais acionistas aguarda, no entanto, o parecer do Banco de Portugal.

Até agora, foram cinco os aumentos de capital realizados pela Parparticipadas, sociedade estatal criada em 2010 para gerir um conjunto de sociedades que estavam na esfera do BPN, nacionalizado em 2008. A primeira injeção de capital de 37,5 milhões de euros ocorreu em 2014.

O dinheiro serviu para eliminar duas linhas de financiamento concedidas pelo BPN ao Efisa, que foram consideradas tóxicas pelo BIC e que o Estado se comprometeu a reembolsar.

Em 2015 foram realizados mais três aumentos de capital, um de 15 milhões e dois de 12,5 milhões.
Já em 2016, com o Governo de António Costa, o banco Efisa recebeu mais uma injeção de dinheiro no valor de 12,5 milhões.

Quando o BPN foi nacionalizado, em novembro de 2008, o Estado ficou com outros ativos tóxicos do grupos que foram integrados em três empresas públicas.

A Parvalorem gere o crédito malparado, a Parups gere o património imobiliário e Parparticipadas ficou responsável pela gestão de várias participações sociais que o grupo BPN tinha, entre elas no banco Efisa, sendo responsável pela sua venda ou liquidição.