"Se acontecer alguma coisa má na TAP, se a TAP for obrigada a diminuir a sua atividade fortemente, ou outra coisa qualquer, os primeiros a encontrar outro emprego são os pilotos", apontou António Pires de Lima, que falava aos jornalistas no final de uma visita às empresas portuguesas Colquímica e Eurocash que operam em Poznan, na Polónia.




"Acredito que os pilotos, tendo ainda 24 horas pela frente, saberão ponderar. Não é um recuo que estou a pedir, apelo ao bom-senso, em nome da TAP, sobretudo em nome de todas as pessoas que trabalham na TAP e que são colegas dos piltos e também em nome da economia portuguesa", apesar dos prejuízos "já serem enormes e muitos deles irrecuperáveis" face ao anúncio da greve.

"Vão trabalhar no dia 01 [de maio], se possível cancelem esta greve que é um enorme serviço à companhia e de que vale a pena ter poder numa companhia que está em risco como a TAP", sublinhou o governante.

"Esse é o apelo que eu aqui queria deixar, respeitando o direito à greve. Desta vez o ministério da Economia não propôs nenhuma requisição civil, mas um apelo para que os pilotos reconsiderem porque eu sinto que, eventualmente, se esta greve for para a frente isto será tremendo para a TAP", adiantou.