O ministro da Economia afirmou esta quinta-feira que Portugal está no topo em temos de resultados das parcerias que o MIT desenvolve e sublinhou que há um «nível de satisfação muito grande» entre o país e a instituição norte-americana.

António Pires de Lima falava à Lusa e à RTP após um pequeno-almoço com responsáveis do programa MIT Portugal em Boston, no último dia de uma visita aos Estados Unidos da América que se iniciou em Nova Iorque.

«Foi para mim motivo de orgulho a forma como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) considera este projeto que tem com Portugal, com o Governo português e com uma série de instituições universitárias portuguesas», disse o governante, que lembrou que a instituição norte-americana «tem cerca de uma dezena de parcerias desde género com outros países a nível mundial», como é o exemplo de Singapura.

O ministro sublinhou que «a verdade é que Portugal está no topo em termos de avaliação, em termos de resultados das parcerias que o próprio MIT tem conseguido desenvolver a nível mundial».

«Há um nível de satisfação mútuo muito grande e é muito importante que, independentemente dos governos - de quem é primeiro-ministro, ministro da Educação ou ministro da Economia -, um projeto como este esteja em execução há sete anos e tenha a perspetiva de poder continuar, eu espero, bastante mais anos no futuro», acrescentou.

O ministro destacou ainda o encontro que teve na quarta-feira com a Portugal Ventures, que tem um acelerador de empresas em Boston.

«É um privilégio para mim estar aqui em Boston, fugindo um bocadinho dos temas mais quentes da política mediática que se vive em Portugal, para me dedicar àquilo que acho muito essencial e que é estruturante», disse, aludindo à parcerias com grandes instituições nos Estados Unidos.

Para António Pires de Lima, são parcerias que Portugal tem «com grandes instituições nos Estados Unidos da América, nomeadamente no MIT, que estão «a ajudar a formar, treinar portugueses, em cooperação com as universidades portuguesas, são já 80 milhões de euros de investimento na ciência, na educação, na formação e que depois ajudam Portugal a ser mais competitivo naquilo que é o conhecimento».

Pires de Lima, que assumiu a pasta da Economia há ano e meio, lembrou que este conhecimento é aplicado à indústria e às empresas, apontando que «estão a nascer todos os anos na área da biotecnologia, tecnologia» novas empresas ('start-up').

Estas são «áreas profundamente exigentes», resultantes «desta parceria com o MIT», referiu o ministro, acrescentando que aqueles que estão a ser formados em universidades portuguesas, mas também no MIT, em programas conjuntos, são integrados nas empresas.

O governante classificou como «fundamental» a sua visita a Boston, de um dia e meio, «para dar visibilidade ao trabalho que está a ser feito», nomeadamente com o MIT ou com a Portugal Ventures.

Questionado sobre quantos portugueses já participaram no âmbito da parceria MIT Portugal, Pires de Lima disse que são «cerca de 300 os portugueses que beneficiaram ao longo dos últimos anos», quer em programas de doutoramento, quer de graduação.

Além disso, «temos bastante mais portugueses que através do ensino em Portugal estão a beneficiar desta parceria, a serem integrados em empresas», concluiu.