O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta sexta-feira, em Évora, que Portugal está a ser «capaz de atrair investimento altamente qualificado», que é necessário para «consolidar em 2014» o atual «momento de viragem» económica.

O governante falava aos jornalistas no final da assinatura de um protocolo entre a construtora aeronáutica brasileira Embraer, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a criação de um centro na cidade alentejana.

A criação deste centro de engenharia e tecnologia «documenta que Portugal é capaz de atrair investimento altamente qualificado, que valoriza muito a região, neste caso do interior, do Alentejo, e que puxa por aquilo que o país tem de melhor para dar», disse.

Pires de Lima referiu que o atual «momento de viragem» da economia portuguesa, para se consolidar em 2014 e nos anos seguintes, «precisa de investimento que qualifique o país e que aproveite o potencial humano que Portugal tem».

No seu discurso, o ministro realçou que «a Embraer podia ter ido para qualquer outra parte do mundo, mas decidiu investir em Portugal», ao criar, além das duas fábricas que já tem em Évora, um centro de engenharia e tecnologia.

Pires de Lima referiu que «este é só o segundo centro deste tipo fora do Brasil, país onde [a empresa] mantém a sua força principal de investigação, desenvolvimento e engenharia e que emprega mais de quatro mil engenheiros», sendo o outro centro nos Estados Unidos da América.

«Devia encher-nos de orgulho que Portugal tenha a capacidade de competir e atrair investimento com este nível de qualificação e excelência tecnológica, ganhando a competição a todos os outros países onde a Embraer podia ter decidido investimento», afirmou.

O ministro congratulou-se ainda com o facto de a Embraer empregar nas suas duas fábricas de Évora «cerca de 250 pessoas», realçando que os seus trabalhadores «usufruem de condições, nomeadamente remuneratórias, muito acima daquilo que é a média praticada em Portugal».

Em jeito de despedida de Pedro Reis, que está de saída da AICEP, o governante aproveitou para elogiar o seu trabalho, dando como exemplo o facto de o organismo ter contratualizado com empresas privadas, em 2013, mais de 1.100 milhões de euros de investimento.

Por outro lado, reiterou que o ano passado «foi o melhor de sempre» para as exportações, que «superaram os 68 mil milhões de euros», com «mais 6% do que em 2012», e «os 41% da riqueza produzida em Portugal em 2012».

«São investimentos privados como este [da Embraer] que ajudam a criar riqueza, emprego, qualificação e que ajudam a consolidar a economia que nos fazem, sem nenhuma espécie de euforia, ter uma confiança especial neste momento de viragem de crescimento e de consolidação económica», concluiu.