O ministro da Economia vai defender na terça-feira em Madrid a importância de a agenda europeia ter como prioridade a indústria e a reindustrialização e de se orientar para a criação de emprego, sobretudo nos países do sul.

Em declarações à Lusa, o ministro da Economia, António Pires de Lima, que participa esta terça-feira na reunião dos «amigos da indústria» na capital espanhola, afirmou que estes encontros «têm a preocupação fundamental» de garantir que «a agenda europeia tenha em linha de conta a prioridade que deve constituir a indústria e o processo de reindustrialização em toda a Europa».

O encontro vai contar também com a presença da comissária europeia do Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e Pequenas e Médias Empresas, Elżbieta Bieńkowska, e dos ministros responsáveis pelo setor da Alemanha, de França, de Itália, de Espanha e da Bélgica.

O governante português destacou que, a nível europeu, a indústria continua a significar «cerca de 80% das exportações que os países da Europa fazem em média», uma dimensão que «em Portugal é um pouco menor, dada a importância grande que o turismo tem».

No entanto, acrescentou, a indústria «continua a ser um setor muito importante na hora de assegurar emprego, nomeadamente emprego de médio e longo prazo».

Pires de Lima reconhece que «claramente a indústria perdeu peso ao longo dos últimos anos na Europa, durante a década passada», sublinhando que o objetivo é que o setor passe dos 15% a 16% do Produto Interno Bruto (PIB) para os 20% do PIB no final da década, uma meta que é ligeiramente inferior no caso português, de 18%, excluindo o setor da construção.

O ministro da Economia reiterou que o objetivo da reunião é perceber «como influenciar a agenda europeia, nomeadamente a nível do Conselho da Competitividade, para que a Europa tenha na indústria e na reindustrialização uma prioridade efetiva», destacando que, na Europa do Sul, o setor da indústria «deve ser olhado numa perspetiva lata, incluindo também o setor do turismo e as atividades conexas».

Para Pires de Lima, «a indústria e a sua qualificação e modernização são temas vitais para a criação de emprego» e, como o desemprego é um problema «muito maior na Europa do Sul do que noutros países da Europa», é fundamental estabelecer uma ligação entre «indústria, investimento e criação de emprego».