O Governo aprovou esta quinta-feira uma resolução que cria a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que deverá estar em funcionamento no final do primeiro semestre de 2014, anunciou o ministro da Economia.

«O Conselho de Ministros deliberou sobre a criação da IFD, que tem como objetivo, claramente, trabalhar no sentido de melhorar as condições de financiamento da nossa economia, nomeadamente aquilo que diz respeito às pequenas e médias empresas (PME), que são o grupo de empresas mais afetado com a crise de financiamento», afirmou Pires de Lima, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião.

O ministro da Economia disse que será constituída uma comissão instaladora da instituição, que se focará sobre as «matérias mais concretas e operacionais» para a sua constituição, «de forma a que o banco possa estar criado e em funcionamento no final do primeiro semestre de 2014».

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse, por seu turno, que a IFD terá sede no Porto e será um «banco grossista, que irá, sobretudo, ter como objetivo suprir, corrigir dificuldades de financiamento das empresas portuguesas [...] e promover o investimento dessas empresas nos bens e serviços transacionáveis».

A IFD vai recorrer a financiamento de entidades supranacionais, aos fundos europeus estruturais e de investimento, bem como à totalidade dos reembolsos associados aos diferentes períodos de programação no âmbito dos fundos da política de coesão europeia.

Poiares Maduro disse que o objetivo do Governo é que a IFD esteja a operacional no final do segundo semestre do próximo ano, de modo a coincidir com a altura em que os fundos comunitários deverão começar a chegar.

«Se nós conseguirmos, como estamos a pensar conseguir, que existam fundos do próximo quadro financeiro a entrar na economia portuguesa no segundo semestre de 2014, será um resultado notável», afirmou o ministro, acrescentando esperar que, «pelo menos, 1.500 milhões de euros de fundos europeus possam servir de apoio».

A nova instituição deve também desempenhar «funções de apoio técnico sobre modelos de financiamento público, contribuindo para a promoção da competitividade e da internacionalização das empresas portuguesas», lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.