O ministro da Economia anunciou esta terça-feira uma campanha de promoção internacional da cortiça, no valor de 7,3 milhões de euros, que representa «uma parceria virtuosa» em prol do «ex-líbris da produção nacional».

Em causa está o projeto InterCork II, que é financiado em 80% pelo Compete - Programa Operacional Temático sobre Fatores de Competitividade e em 20% pela APCOR - Associação Portuguesa da Cortiça, quer pretende reforçar em novos mercados a imagem da rolha natural e dos materiais de construção e decoração no mesmo material.

«A campanha visa, no fundo, dar continuidade ao excelente trabalho de promoção e valorização internacional da cortiça e produtos a ela associados, como ex-líbris da nossa produção nacional», declarou António Pires de Lima no lançamento do projeto em Santa Maria da Feira.

Esta é já a sexta campanha de comunicação desenvolvida pelo setor desde 1990 e, para o ministro, constitui «uma parceria privado-pública virtuosa», que reflete «a forma admirável como este setor tem feito a reinvenção do seu negócio, com uma atitude empreendedora num setor tradicional».

Para Pires de Lima, é aliás, «graças a esta atitude de inconformismo e procura de valorização permanente que a cortiça é hoje percecionada como um produto de muito maior valor acrescentado do que acontecia no passado».

Realçando que o setor tem registado um crescimento médio de quase 5% ao ano entre 2009 e 2013, o governante afirma que a fileira da cortiça «tem contribuído para o sustentar do bom resultado global das exportações portuguesas» e constitui, por isso, «um exemplo daquilo que o Governo está a tentar incentivar a economia e o setor industrial a fazer».

Pires de Lima observa também que, «pela primeira vez em 70 anos, a diferença entre a exportação de bens e serviços e as importações resultou [para Portugal] num saldo positivo, de 104%», pelo que esse e outros sinais positivos têm que deixar de ser referidos com desconfiança em discursos de «picardia política».

«A confiança - a psicologia - também tem um valor na economia e não é pequeno», observa o ministro. «Sem confiança não se consegue construir nem crescer, portanto não me peçam para ir atrás daqueles que estão permanentemente a desconfiar dos sinais positivos e dos sinais de capacidade das nossas empresas e dos nossos empresários», conclui.