Em cinco dias de greve, a TAP perdeu 17 milhões de euros, anunciou esta noite o ministro da Economia, Pires de Lima, que antecipa prejuízos de 35 milhões de euros no total dos 10 dias de paralisação.

"Afeta a reputação de uma companhia que faz da segurança e da previsibilidade o maior ativo junto dos clientes", sublinhou o governante.

E acrescentou: "É com desgosto que vemos o sindicato dos pilotos insitir numa greve que manifestamente fere aquilo que foi o acordo assinado com o Governo a 23 de dezembro e que o Governo tem respeitado".

Reiterando que a taxa dos voos assegurados tem rondado os 70%, o ministro considerou que a larga maioria dos pilotos correspondeu ao apelo da sociedade civil portuguesa, "um sinal que os pilotos dão que põe a empresa em primeiro lugar" e que "não se deixam confundir" com um "caminho radical" da direção do sindicato. 

Asseverando que o Governo não confunde a direção do sindicato dos pilotos com a generalidade dos pilotos, Pires de Lima diz ter ouvido com estupefação a noticia de que o sindicato admite novos períodos e greve. "É uma ameça verdadeiramenter irresponsável que não pode pairar", considerou.

Já esta quarta-feira o primeiro-ministro considerou no debate quinzenal que a greve dos pilotos da TAP está a pôr em causa a recuperação económica do país, ao afetar as receitas provenientes do turismo e do comércio.