O ministro da Economia, António Pires de Lima, defendeu hoje que nem as empresas suportam nem as famílias merecem pagar mais impostos, criticando que uma interpretação «rígida» da Constituição possa por em causa o esforço de consolidação orçamental.

«Espero francamente que todo este trabalho notável que empresas, empresários, gestores e trabalhadores estão a fazer para recuperar Portugal não venha a ser posto em causa por uma interpretação constitucional tão rígida que remeta o esforço de consolidação orçamental, que ainda temos que fazer nos próximos anos, para uma via fiscal», afirmou o governante à margem da conferência "Internacionalização da Economia", promovida pela AICEP.



Em declarações aos jornalistas, Pires de Lima disse que «as empresas não suportam mais impostos» e, «mais do que isso, as famílias não merecem pagar mais impostos».

O ministro acrescentou que «a economia e a recuperação económica, aquilo que menos precisa neste momento é de mais impostos».

«Espero, francamente, que todo este trabalho notável que as empresas, empresários, gestores os trabalhadores estão a fazer para levantar Portugal, para recuperar Portugal, não venha a ser posta em causa por uma interpretação constitucional tão rígida que remeta o esforço de consolidação orçamental que ainda temos de fazer nos próximos anos, o défice em 2013 foi de 4,9%, para uma via fiscal», afirmou o governante.

«Acho que é minha obrigação enquanto ministro da Economia ser claro: acho que a economia, as empresas não suportam mais impostos, eles podem pôr em causa este esforço de recuperação económica que estamos a sentir», sublinhou.