O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta quarta-feira que «é importante» que aos discursos «conceptuais dos dirigentes das entidades internacionais» que emprestam dinheiro a Portugal «corresponda uma coerência na execução prática daquilo que dizem».

Neste sentido, o relatório hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o racional e as implicações das políticas impostas pelos credores internacionais nos planos de ajustamento impostos aos países sob resgate financeiro é «seguramente» relevante, acentuou António Pires de Lima, em declarações à comunicação social à margem de uma visita à Sugalidal, em Benavente.

Um relatório do FMI hoje divulgado assinala que «em muitos países os desequilíbrios orçamentais são de tal magnitude que atacá-los no curto prazo exigiria um ajustamento numa escala que teria um impacto dramático na atividade económica e iria ter consequências devastadoras na provisão de serviços pelos governos».

Os analistas do FMI que assinam o documento sustentam ainda que, «mesmo os países que estão sob pressão por parte dos mercados, devem ter 'limites de velocidade' que determinem o seu ritmo de ajustamento desejável».

Uma das principais exigências do Governo português tem sido a flexibilização da meta do défice em 2014 dos 4% do Produto Interno Bruto (PIB) que foram negociados para 4,5%.