O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta quarta-feira que a consolidação de um ciclo económico virtuoso em Portugal «não é sustentável com uma fiscalidade tão agressiva».

Para o governante, o Estado deve «dar sinais fiscais às empresas e às famílias mais positivos», cita a Lusa.

Sublinhando que «as empresas estão a fazer o seu trabalho e que as famílias fizeram o ajustamento que tinham de fazer», acrescentou que «o que se espera agora é que o Estado tenha a capacidade também de fazer o que tem o fazer».

«Isto é, reduzir a sua estrutura de custos dentro daquilo que é aceitável, razoável, para que se possam dar sinais fiscais às empresas e às famílias maios positivos, de desta forma consolidar um ciclo virtuoso económico que não é sustentável se mantivermos uma fiscalidade tão agressiva em Portugal».

Pires de Lima falava na Trofa, onde presidiu à assinatura de contratos de investimento entre a BIAL e a AICEP, no valor de 65 milhões de euros, para a investigação na área da indústria farmacêutica.

Reiterando que a saída para a economia portuguesa passa pela investigação, inovação e desenvolvimento, o ministro sublinhou que a importância da parceria entre as empresas e o Estado para a consolidação dos dados económicos.

«A parceria é a chave para consolidar os dados económicos que começámos a conhecer no segundo trimestre e que espero que se confirmem agora no terceiro e quarto trimestres de 2013», afirmou.

Sobre o timing da retoma, Pires de Lima respondeu: «A retoma económica não se decreta, ela vive-se».

Lembrou que quem transforma a retoma em realidade são as empresas e não os políticos.

«São as empresas que criam riqueza. A minha missão é facilitar a vida às empresa, para que tenham condições de prosperar em Portugal, atrair talento para Portugal, serem sustentáveis em Portugal», disse ainda.

O tema da carga fiscal voltou a fazer parte do discurso do ministro esta tarde, em Famalicão, onde afirmou que é « muito difícil existir espaço para descer impostos se não controlarmos a despesa pública e se não a submetermos àquilo que são os níveis considerados aceitáveis e razoáveis para um Estado como o português».

Pires de Lima aplaudiu a prioridade dada pelo Governo à reforma do Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Coletivas (IRC), que poderá arrancar em 2014.

«O Governo deu prioridade - e do meu ponto de vista muito bem - ao projeto da reforma fiscal do IRC, e eu pude constatar quão importante é este projeto e o consenso nacional à volta deste projeto, que é intenção do Governo começar a implementar já em 2014», disse ainda.