O ministro da Economia anunciou esta quinta-feira que o Governo apresentará a agenda para a competitividade do comércio e serviços em março, que incluirá medidas para concretizar em 2014 e 2015, com o objetivo de modernizar o setor.

António Pires de Lima aproveitou a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) para confirmar que o Governo irá apresentar ainda em março a agenda para a competitividade do setor terciário, tal como já fez para a indústria.

«Trata-se de um documento com medidas e calendários para aplicar em 2014 e 2015, com o objetivo de reduzir os custos de contexto e melhorar o acesso ao financiamento», disse o ministro.

De acordo com o governante, trata-se de «um documento prático, virado para a execução».

«A economia portuguesa precisa de um setor do comércio e serviços forte», defendeu Pires de Lima.

O ministro reconheceu que «a retoma económica passa obviamente pelo setor do comércio e serviços» e salientou a importância do papel da competitividade das empresas do setor no aumento das exportações.

O presidente da CCP reeleito, João Vieira Lopes, criticou «a subalternização do setor» e disse que a confederação não se identifica com a estratégia de reindustrialização adotada pelo Governo, por considerar que é uma aposta num modelo económico esgotado.

À agência Lusa, Vieira Lopes salientou a importância do comércio e serviços para fomentar o mercado interno e contribuir para a redução do desemprego.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) reconheceu que o mandato que terminou «foi complicado» e disse à Lusa que a crise também teve os seus efeitos negativos na estrutura da CCP, que é financiada, em parte, pelas quotas das empresas associadas, que passaram a descontar menos devido às dificuldades que enfrentam.

As associações empresariais do setor terciário elegeram a 27 de fevereiro a direção da CCP para o próximo quadriénio, com 236 votos favoráveis, entre um total de 240.

O presidente reeleito da CCP, João Vieira Lopes, candidatou-se a um segundo mandato com três grandes objetivos: afirmar o papel do Comércio e Serviços como setores chave para a recuperação económica, melhorar a independência e a sustentabilidade financeira do movimento associativo do setor e dinamizar a atividade da CCP e das suas Associações.

A lista única que se candidatou às eleições, integrou 36 associações e foi formada com base nos critérios de representatividade geográfica e setorial consagrados nos estatutos da Confederação.

Assim, os novos corpos sociais da CCP incluem estruturas setoriais do comércio e dos serviços como a Associação Nacional de Farmácias, a Associação Automóvel de Portugal, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, a Associação Nacional de Jovens Empresários, a Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e a ANTROP - Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal assume-se como a maior confederação empresarial do país, representando 103 entidades associativas e empresariais do setor terciário e mais de 200 mil empresas.