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Pingo Doce violou lei ou sobrecarregou produtores?

CIP diz que, se houve dumping, empresa deve ser castigada

Por: Redacção / PGM    |   2012-05-02 15:06

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, considera «impossível» um comerciante suportar uma campanha de promoção como a realizada pela cadeia da Jerónimo Martins no 1º de maio. Para o responsável, ou o custo deve ter sido suportado pelos produtores e fornecedores do Pingo Doce, ou houve uma ilegalidade.

«Daquilo que se tem conhecimento, é impossível ter margens para suportar este tipo de promoção. Foram os industriais que a suportaram ou configura uma ilegalidade. Compete à ASAE fiscalizar», disse à saída de uma reunião do Conselho Económico e Social (CES).

João Vieira Lopes considerou a ação do Pingo Doce - suspeitas de irregularidades à parte - «infeliz», até pelos incidentes provocados. Em termos de diálogo social, considera que campanhas de promoção no Dia do Trabalhador não são benéficas.

Também o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, diz que se a campanha efetuada pela cadeia Pingo Doce no 1.º de maio tiver violado as regras, a empresa deve ser penalizada.

António Saraiva, que falava também à saída da reunião do Conselho Económico e Social, sublinhou que se tratou de «uma estratégia comercial», mas ressalvou que, «se ferir as regras da concorrência, tem de ser penalizada».

A campanha do Pingo Doce está já a ser investigada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), para averiguar eventuais irregularidades, nomeadamente a prática de dumping [venda abaixo do preço de custo].

Já a UGT acusa o grupo Jerónimo Martins de prepertar um
«atentado ao 1.º de Maio».

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FOTOGALERIA:
Imagens da confusão no Pingo Doce

Pingo Doce (LUSA) EM CIMA: Pingo Doce (LUSA)

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