A greve dos pilotos da TAP põe em risco a receita de nove milhões de euros que a transportadora tinha previsto como receita das viagens de 42 mil passageiros que viajavam neste sábado.

A paralisação dos pilotos começa às 00:00 horas de sábado, prolongando-se por 24 horas, começou a ter efeitos já na véspera, com atrasos em vários voos previstos também para o sábado.

O porta-voz da TAP, António Monteiro, disse à TVI que lamenta desde já os atrasos que se irão verificar no sábado, mas que a TAP tentou «retirar impacto [da greve], protegendo os passageiros».

Com 27 mil viagens canceladas (com reembolso) ou adiadas para outra data, a TAP não avança, para já, com o prejuízo que ficará em cima da mesa. No total, 36 voos não se realizarão por causa da greve.

Na página da ANA - Aeroportos de Portugal, existem 36 dos voos da TAP com partida do aeroporto de Lisboa cancelados, tendo a maioria como destino cidades europeias.

Esta semana, o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social determinou a obrigatoriedade de prestação de serviços mínimos, com a realização dos voos de regresso a Portugal e de 11 ligações a países lusófonos ou com grandes comunidades de emigrantes.

Irão realizar-se três ligações às ilhas dos Açores e Madeira: Lisboa/Horta/Lisboa, Lisboa/Funchal/Lisboa e Lisboa/Porto Santo/Lisboa. Serão também efetuados voos para países lusófonos: um voo para o Brasil (Lisboa/Brasília/Lisboa), outro para Moçambique (Lisboa/Maputo/Lisboa) e um terceiro para Angola (Lisboa/Luanda).

Os pilotos da TAP terão também de cumprir serviços mínimos para destinos onde reside uma comunidade emigrante significativa, incluindo Estados Unidos (Lisboa/Newark/Lisboa), França (Lisboa/Paris/Lisboa), Suíça (Lisboa/Genebra/Lisboa), Reino Unido (Lisboa/Londres/Lisboa) e Bélgica (Lisboa/Bruxelas/Lisboa).