Soou mais um alerta sobre o crescimento lento da economia portuguesa esta semana. Depois de ontem a DBRS, única agência de rating que mantém o rating Portugal acima do nível lixo, ter avisado que a parca expansão do Produto Interno Bruto (PIB) está a colocar pressão, agora é a vez da Economist Intelligence Unit fazer estimativas consequentes com esse cenário.

A unidade de previsão e análise da revista The Economist sublinha que o ritmo de crescimento do PIB é muito inferior ao da média da zona euro. Explicações? A contração da procura interna e a queda do investimento que, diz,  decorre possivelmente dos receios dos empresários perante a política governamental e, ao mesmo tempo, no que toca à execução orçamental

"O crescimento, em termos homólogos, ficou muito abaixo do de Espanha (3,2%) e Irlanda (2,3%), como consequência da fraca procura interna [e] deverá permanecer fraco nos restantes trimestres de 2016", antecipam os analistas, que deixam assim o aviso de que, perante esta perspetiva, as metas orçamentais podem ficar mais difíceis de atingir. 

"Apesar de o desemprego ter caído lentamente, a procura das famílias continua limitada pela subida dos impostos indiretos e pelo sentimento dos consumidores relativamente fraco"

Esta análise e projeção da Economist Intelligence Unit tem por base as estatísticas mais recentes do INE, que dão conta que o PIB aumentou 0,8% no segundo trimestre. O Governo reconhece que o crescimento é lento, mas mantém a meta de crescimento de 1,8% para o conjunto de 2016.