O ministro da Economia considerou esta sexta-feira «verdadeiramente excecional» o crescimento homólogo de 1,6% da economia portuguesa no quarto trimestre de 2013 e admitiu que a evolução de 0,8% do PIB prevista para este ano venha a ser superada.

«Os dados [divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística - INE] são muito positivos e vêm confirmar as expectativas que o próprio Governo tem vindo a apresentar de Portugal estar num processo de recuperação e de retoma económica que se está a consolidar», afirmou António Pires de Lima em declarações à agência Lusa.

Para o ministro, «o crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre do ano, depois de já de março a setembro a economia ter crescido 1,3% é um dado que consolida a retoma económica».

«De registar» é ainda o crescimento homólogo de 1,6%, que considera «verdadeiramente excecional».

«Creio que estes indicadores são muito positivos», disse Pires de Lima, salientando que «têm a ver com o contributo das exportações» mas, também, com a «estabilização da procura interna, do consumo privado e também do investimento, o que é igualmente importante».

«São dados positivos e motivos de esperança para que, em 2014, este processo de recuperação económica se possa consolidar e traduzir, também, numa continuada redução do desemprego», considerou.

Face aos números agora conhecidos, o ministro da Economia afirma-se convicto de que as metas traçadas em outubro passado pelo Governo para crescimento da economia portuguesa, de 0,8%, «vão ser alcançadas ou, até, superadas».

Isto porque «a dinâmica que está a ser criada na economia portuguesa, tanto ao nível da dinâmica das exportações, quer da estabilização (ou até aumento, em alguns casos) do consumo privado e de recuperação do investimento, é muito positiva».

«Há um sentimento de confiança que está a retomar em Portugal ao nível dos agentes económicos e dos consumidores e isso pode provocar, até, um crescimento superior aquele que o Governo tinha previsto quando apresentou o orçamento para 2014», afirmou Pires de Lima.