A taxa de desemprego em Portugal deve afinal ficar nos 11,9% no quarto trimestre desde ano e cair para 11,3% no último trimestre de 2017. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Económico (OCDE), no relatório sobre o mercado de trabalho divulgado hoje, revê em alta as previsões para o desemprego português, face à taxa de 12,1% (2016) e 11,5% (2017) divulgada a 1 de Junho.

O mercado de trabalho vai continuar a recuperar a longo do próximo ano e regressará aos níveis pré-crise em 2017, apesar do valor dos salários continuar baixo", assegura a organização.

A OCDE reconhece que “os salários reais caíram consideravelmente” durante a crise na Grécia, Irlanda, Japão, Portugal, Espanha a Países Bálticos. Comparando o crescimento do salário real entre 2000 e 2007 com o período entre 2008 e 2015, uma série de outros países, incluindo a República Checa, Estónia, Letónia, e no Reino Unido, evidenciou uma acentuada desaceleração.

Evolução da economia sem grande alteração

Já no que toca ao Produto Interno Bruto, a organização liderada por Ángel Gurria também revê as previsões para o ano que vem mas mantém a taxa para 2016. Portugal deve crescer 1,2% este ano e 1,3% em 2017 contra os 1,5% anteriormente previstos. 

Para estas estimativas a OCDE argumenta que "o consumo privado vai fortalecer-se devido à quebra no desemprego, ao aumento do salário mínimo e à reposição do poder de compra na função pública". Mas deixa um alerta: "a criação de emprego vai ser demasiado fraca para que as despesas de consumo continuem a aumentar de forma corrente ao longo de 2016".