O Instituto Nacional de Estatística (INE) deve confirmar hoje que, no segundo trimestre, a economia portuguesa cresceu 2,8% em termos homólogos e 0,2% em cadeia.

A 14 de agosto, o INE divulgou a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas ao período entre abril e junho indicando que a economia portuguesa manteve, pelo segundo trimestre consecutivo, o desempenho trimestral homólogo mais positivo dos últimos 10 anos, que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.

Segundo o INE, "a procura externa líquida registou um contributo ligeiramente negativo para a variação homóloga do PIB, refletindo uma mais acentuada desaceleração em volume das exportações de bens e serviços do que das importações de bens e serviços".

Já "a procura interna manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, em resultado da aceleração do investimento".

Comparando com o primeiro trimestre de 2017, o PIB aumentou 0,2% em termos reais entre abril e junho, depois de no trimestre anterior ter registado um crescimento em cadeia de 1,0%.

De acordo com o INE, se "o contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi negativo, em contrapartida, o contributo da procura interna aumentou devido à evolução do investimento, em que o contributo, quer da variação de existências, quer da FBCF [Formação Bruta de Capital Fixo] foram positivos, o desta última inferior ao observado no trimestre anterior".

Os dados avançados na estimativa rápida ficaram abaixo das estimativas dos analistas contactados anteriormente pela agência Lusa, uma vez que estes antecipavam, em média, que no segundo trimestre a economia portuguesa tivesse crescido 3% em termos homólogos e 0,4% em cadeia.

A estimativa oficial mais recente do Governo aponta para um crescimento da economia de 1,8% este ano, depois de ter crescido 1,4% em 2016.

No entanto, o ministro das Finanças já admitiu, em entrevista à Reuters, um crescimento superior a 3% entre abril e junho deste ano, o que resultará num crescimento anual de mais de 2%.