A capitalização do Novo Banco através do Fundo de Resolução da banca vai agravar o défice público deste ano. Tal só não acontecerá se o banco for vendido até ao fim do ano por um valor superior ao do financiamento público da recapitalização, escreve o Jornal de Negócios.

Se a venda não se concretizar até ao final do ano o défice orçamental de 2014 deverá aproximar-se dos 6,6% do PIB, acima dos 4% projetados inicialmente. Mas daqui não resultará a necessidade de mais medidas de austeridade.

A recapitalização do novo BES será de 4,9 mil milhões de euros, quase 3% do PIB. O Tesouro vai emprestar 4,4 mil milhões (2,6% do PIB) ao Fundo e os restantes 500 milhões são garantidos pelos bancos do sistema financeiro com um reforço do fundo que tem atualmente 182 milhões de euros.

O agravamento do défice não exigirá mais austeridade porque

o empréstimo será tratado como uma operação extraordinária, sem impacto no saldo estrutural e na avaliação do esforço de consolidação orçamental do país.

O Governo tem a expetativa de chegar ao fim do ano sem ter de registar esse valor, uma vez que considera que o Novo Banco possa ser vendido até lá.