A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico voltou a prever, esta segunda-feira, que o crescimento económico em Portugal vai abrandar ligeiramente nos próximos meses. Isto num contexto de tendência global de estabilização das restantes economias.

Nos indicadores compósitos avançados da OCDE de fevereiro (que apontam para a tendência de melhoria ou abrandamento da atividade económica num período futuro entre seis a nove meses), aponta-se para uma ligeira descida nas perspetivas de melhoria da atividade económica em Portugal. Esta tendência verifica-se desde agosto de 2015.

O índice compósito da OCDE para Portugal desceu em fevereiro para 100,2 acima da média de longo prazo de 100 pontos, contra 100,3 observados em janeiro.

Já o Fundo Monetário Internacional mostrou-se, este mês, mais pessimista do que o Governo em relação ao défice. Por isso, pediu um plano B e sugeriu mesmo o caminho, como adiar o fim dos cortes salariais e da sobretaxa, medidas que o Executivo prometeu começar a aplicar ainda este ano.

O próprio Banco de Portugal reduziu a projeção de crescimento para a economia portuguesa tanto para este ano como para o próximo, já depois de conhecido o Orçamento do Estado. Está bastante mais pessimista do que o Governo, que prevê um aumento de 1,8% do PIB este ano, percentagem que o Executivo socialista reviu em baixa na sequência das negociações com Bruxelas, já que inicialmente esperava um crescimento mais robusto de 2,1%.