O Banco Central Europeu deixa um alerta: a situação financeira na China pode ter um impacto mais adverso que o esperado na economia da zona euro.

 Nas atas da sua última reunião de política monetária, de 15 e 16 de julho, mas que só foram divulgadas esta quinta-feira, o BCE adverte para as consequências.

"Os desenvolvimentos financeiros na China podem ter consequências negativas maiores que o previsto, dado o papel preponderante do país no comércio mundial"


No entanto, os efeitos da desaceleração do crescimento verificada em economias emergentes como a China e da crise na Grécia foram bastante limitados até agora, afirma o banco central.

Nos últimos três dias, a moeda chinesa desvalorizou sucessivamente 1,9%, 1,6% e 1,1% face ao dólar norte-americana, na maior descida do género em mais de duas décadas

O Gabinete Nacional de Estatísticas da China anunciou no mês passado que, em junho, os lucros das grandes empresas industriais do país diminuíram 0,3% em relação a igual período de 2014. 

Um outro importante indicador divulgado revela que a atividade industrial apurada em julho foi a mais baixa desde abril do ano passado, ampliando os receios que o abrandamento da segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, seja maior do que se esperava. 

Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 7,4%, o valor mais baixo dos últimos vinte e quatro anos, e no primeiro semestre de 2015 o crescimento abrandou para 7%.