A Alemanha, principal motor da economia europeia, cresceu 2,2% em 2017. Foi a melhor marca dos últimos seis anos, graças, sobretudo, ao aumento do consumo interno, informou hoje a Agência Federal de Estatística.

Esta evolução é a melhor desde 2011, altura em que a maior economia da Europa subiu 3,7%, enquanto em 2016 a subida do Produto Interno Bruto (PIB) alemão tinha sido de 1,9% e em 2015 de 1,7%.

As famílias gastaram mais 2% no ano passado, enquanto o investimento em maquinaria e outros equipamentos subiu 3,5%.

As exportações evoluíram 4,7%, numa aceleração em relação aos 2,6% do ano anterior, mas ainda assim ficaram aquém das importações, que cresceram 5,6%. Em 2016, as compras ao estrangeiro subiram 3,9%. No geral, o comércio externo contribuiu com 0,2 pontos percentuais para o crescimento do PIB do ano passado.

Oito anos consecutivos de crescimento têm ajudado as finanças públicas alemãs, com o país a registar um superavit pela quarta vez consecutiva, em 1,2% do PIB, segundo o relatório oficial hoje divulgado. Esta marca ultrapassa em 0,8% o valor do ano anterior, já que o desempenho do país superou o aumento de gastos.

O gabinete alemão de estatística estima ainda que a economia daquele país tenha crescido mais de 0,5% no quarto trimestre de 2017, em comparação com o período anterior, mas estes dados só serão oficiais em fevereiro, após a consolidação dos resultados do último mês de ano.