A Pharol decidiu, esta sexta-feira, intentar processos contra os antigos administradores da PT SGPS, apesar de uma tentativa de Henrique Granadeiro de adiar a assembleia-geral.

A antiga PT SGPS vai avançar com processos contra ex-administradores pelas aplicações na Rioforte, depois dos acionistas aprovarem a proposta por larga maioria, com cerca de 11.300 votos contra, disse um dos participantes da reunião à Lusa.

No entanto, estão em segredo os nomes que integram a lista de ex-administradores que serão alvo de ações de responsabilização por alegados danos cometidos à PT entre 2012 e 2014. 

O presidente do Conselho de Administração da Pharol, Luís Palha da Silva, afirmou que eventuais processos contra BES/Novo Banco, devido a aplicações da PT SGPS na Rioforte, estão "em aberto".

Os nomes não são divulgados pela Pharol por questões de privacidade e também porque a lista de ex-administradores a responsabilizar não está ainda fechada.  

A administração da Pharol baseia-se em informações divulgadas pelo Banco de Portugal e pela PricewaterhouseCoopers para avançar com as ações, de forma a que a empresa seja indemnizada. . 

A reunião magna dos acionistas da Pharol, começou às 15:00 e terminou por volta das 17:00. Estiveram presentes representantes de 43% do capital da sociedade que, para além da dívida da Rioforte, detém uma participação de 27,5% na brasileira OI.    

Esta é a primeira assembleia-geral da Pharol (antiga PT SGPS) desde que mudou de nome e com Luís Palha da Silva como presidente do Conselho de Administração.

No final de junho do ano passado, foi tornado público que as aplicações na Rioforte, datadas de abril de 2014, ascendiam no seu conjunto a 897 milhões de euros. Estes instrumentos de dívida acabariam por vencer a 15 e 17 de julho do mesmo ano, sem a PT SGPS conseguisse obter aquele montante. 

A situação culminaria na saída de Henrique Granadeiro, na altura presidente-executivo e do conselho de administração da PT SGPS, a 7 de agosto do ano passado, e mais tarde de Zeinal Bava da Oi. 

O representante de Henrique Granadeiro, ex-presidente executivo da Portugal Telecom SGPS, ainda propôs o adiamento da assembleia geral de acionistas da Pharol, mas a proposta foi rejeitada por 99,97% dos votos presentes na reunião.