O atual governador do Rio de Janeiro, o seu antecessor, e o seu homólogo do estado de Acre vão ser investigados pelo alegado envolvimento no escândalo de corrupção da petrolífera estatal brasileira Petrobras, anunciou o Superior Tribunal de Justiça. 

Luiz Fernando Pezão (PMDB), o seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB), e Tião Viana vão ser investigados depois de o tribunal, o segundo mais importante do país, ter atendido o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a qual foram detetados «indícios de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro».

Os três políticos, todos membros da coligação governamental, foram citados pelos delatores do caso de corrupção no seio da petrolífera estatal como tendo, alegadamente, beneficiado dos esquemas.

O Supremo Tribunal Federal divulgou, na semana passada, a lista de 49 figuras políticas que serão investigadas pela sua alegada participação no caso de corrupção, na qual se incluem os responsáveis das câmaras legislativas, outros 32 parlamentares e ainda 12 ex-deputados, entre eles quatro ministros da Presidente Dilma Rousseff.

O escândalo na Petrobras está a ser investigado há quase um ano e, até agora, levou à prisão ex-diretores da petrolífera e um grupo de empresários que tinham negócios com a Petrobras.

Segundo as autoridades, os empresários obtinham contratos com a Petrobras, inflacionavam os preços, dividiam essa diferença com os diretores da empresa estatal e o resto distribuiam entre os políticos, que recebiam clandestinamente ou como «doações» para as suas campanhas eleitorais.