Os reformados com uma pensão mais alta têm mais facilidade em encontrar vaga num lar da Misericórdia e de outras instituições particulares de solidariedade social, onde a lista de espera chega a ser de vários anos, relata o DN.

Há provedores que contornam a ordem de inscrição na lista de vagas e permitem que as pensões mais altas passem à frente dos que têm uma situação económica fragilizada.

A situação é conhecida e até incentivada pelo presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, em nome da sustentabilidade das instituições. Diz o responsável que as misericórdias estão atualmente m muitas dificuldades e têm um problema sério de sustentabilidade.

Um utente dos lares das IPSS custa em média 980 euros. A mensalidade corresponde a 85% da reforma, independentemente do seu valor. O Estado comparticipa com cerca de 380 euros e se o total não chegar para pagar as despesas é feita uma análise ao rendimento das famílias para que comparticipem segundo as suas possibilidades.