O líder da oposição não tem dúvidas. Os aumentos nos salários e nas pensões só podem ser pagos com mais impostos ou dívida.

São muitas coisas boas. São só coisas boas e devíamos ficar contentes. Mas só é possível fazer  [aumentos de salários, pensões] se houver um aumento significativo de impostos ou ficarmos a dever. Depende da margem de manobra e das opções que o Governo fizer noutras áreas. E da capacidade negocial em sede de Concertação Social", disse Passos Coelho.

"Do nosso ponto de vista deve haver uma ligação estreita entre crescimento da produtividade e aumento do salário mínimo. Se aumentarmos muito o salário mínimo, acima da produtividade, isso vai custar emprego"; acrescentou, 

É a resposta do ex-chefe de Governo, há possibilidade de atualização de pensões, aumentos salariais, e subida do salário mínimo - mesmo que seja em 2019 -  manifestada por António Costa. 

Passos acrescenta que não se arrepia com o repto de Jerónimo de Sousa, de aumentar o salário mínimo para 600 euros mas lá vai deixando os recados e as contas da direita.

Não me arrepio nada. Devemos ter a ambição de ser um país em que as prestações sociais são tão generosas como noutros países. Em França, na Alemanha. Por não um salário mínimo de 900 ou 1.200 euros. Não se trata de discutir a nossa vontade ou gosto (...) a questão é saber o que é possível fixa", reforça. 

Mas não foi só este recado que o líder do PSD deixou. Passos afirma que o seu partido, e até o CDS-PP, contrariando António Costa, tem feito várias propostas mas "são quase todas chumbadas".

E reafirma que o Governo não contará com o PSD para o Orçamento. "Sempre que chegamos à altura do Orçamento, a autosuficiência do Governo esgota-se e querem sempre envolver a oposição nessa discussão. Ora, essa discussão, não é connosco. Essa discussão faz-se dentro dos partidos da maioria. É à maioria que compete resolver as questões do Orçamento não à oposição", referiu.