A idade média da reforma vai continuar a subir e o valor das pensões vai sofrer uma redução acentuada para quem entra agora no mercado de trabalho, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

De acordo com o relatório 'Panorama das Pensões', a OCDE estima que a idade média da reforma deverá subir «pelo menos» até aos 67 anos entre os países da Organização até 2050, mais 3,5 anos no caso dos homens e 4,5 anos no caso das mulheres face aos níveis atuais.

O valor das pensões, por sua vez, também vai continuar a descer entre os 34 países membros, com a OCDE a avisar as gerações que estão agora a entrar no mercado de trabalho devem poupar mais. De acordo com a OCDE, Portugal é atualmente o quarto país (depois da Dinamarca, Grécia e Austrália) que apresenta uma maior cobertura em termos de pensões, com perto de 85% da população com mais de 65 anos a receber algum apoio específico ou pensão mínima.

Portugal está também, de acordo com a OCDE, entre os países que dão mais proteção aos pensionistas com menores rendimentos.

«Na Grécia e em Portugal, a redução das pensões é consideravelmente mais baixa para os que estão no último quarto da distribuição de rendimentos», refere a organização liderada por Ángel Gurria.

No que concerne às pensões mais elevadas, a OCDE destaque que enquanto as reformas na Grécia irão cortar cerca de 10% aos que recebem pensões mais elevadas, em Portugal esse corte chegará aos 40%.