O ministro das Infraestruturas disse este sábado que o Túnel do Marão dá esperança de futuro a Trás-os-Montes e pediu compreensão para as portagens porque se trata de uma obra de vários milhões de euros de investimento.

Ao final da manhã, Pedro Marques apanhou boleia numa antiga Renault 4L, conduzida pelo presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, para atravessar o Túnel do Marão.

O carro onde seguia o ministro encabeçava as dezenas de viaturas clássicas e de vespas antigas que hoje se juntaram à festa de inauguração da Autoestrada do Marão, que liga Amarante a Vila Real e inclui um túnel rodoviário de quase seis quilómetros.

“A partir daqui rasgamos esta barreira secular que tínhamos no desenvolvimento da região”, afirmou Pedro Marques aos jornalistas, à entrada de uma das bocas do túnel.

O ministro do Planeamentos e das Infraestruturas mostrou-se satisfeito pela conclusão da obra, que reconheceu que “demorou demasiado tempo” e passou “muitas vicissitudes pelo caminho”.

“Mas a minha esperança é de que as populações, quando começaram a usufruir da obra (…), também deixarão para trás esse tempo e essas décadas de limitações ao desenvolvimento e saberão olhar para o futuro positivamente porque esta é uma obra que dá exatamente essa esperança de futuro à região de Trás-os-Montes”, salientou.

Para Pedro Marques, “isso é o mais importante a partir de agora”.

Questionado sobre as críticas às portagens nesta autoestrada, que vão desde os 1,95 euros para veículos de classe 1 até aos 4,90 para veículos classe 4, Pedro Marques referiu que compreende, mas também pediu compreensão às populações.

“É preciso compreender que esta obra custou centenas de milhões de euros e vai custar vários milhões de euros por ano na sua manutenção e temos que arrecadar alguma receita para dar sustentabilidade à gestão das nossas estradas”, salientou.

A inauguração oficial da Autoestrada do Marão realiza-se esta tarde, no interior do túnel, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e onde vai também marcar presença o antigo chefe de Governo José Sócrates, que lançou a obra em 2008.