O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou esta quarta-feira esperar “resultados positivos” da negociação entre a transportadora aérea nacional TAP e os tripulantes de cabine.

Em comissão parlamentar, o ministro disse que o facto de ter sido retirado o pré-aviso de greve dos tripulantes de cabine permite que haja “mais espaço para a negociação com tranquilidade dentro da empresa”.

E esperamos e valorizamos que essa negociação chegue a bom termo. Ficamos satisfeitos que esta evolução positiva tenha acontecido e que esperamos que tenha resultados positivos do ponto de vista da negociação”, afirmou.

Neste cenário, ao Estado compete o papel de mediação, acrescentou ainda em audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Pedro Marques recordou que, no âmbito do processo de negociação com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), foi suspensa a denúncia do acordo de empresa até ao final do primeiro semestre do ano.

Foi uma competência da Comissão Executiva [da TAP], fique claro. Mas fique também claro que, do nosso ponto de vista, preferimos sempre a negociação e o acordo”, disse.

Respondendo aos deputados, o governante lembrou ainda que o Governo, detentor de 50% das ações da TAP através da Parpública, tem uma palavra a dizer em “matérias estratégicas”, como o setor da engenharia e manutenção.

Não está neste momento tomada nenhuma decisão nesse sentido, mas é uma decisão tipicamente de Conselho de Administração, onde os representantes do Estado terão, com certeza, uma palavra dizer”, referiu.

Instado pelo PCP a revelar qual será a palavra do Governo sobre esse setor dentro da transportadora aérea, Pedro Marques respondeu que “essa palavra a dizer é quando houver alguma coisa para decidir”.

Cá estaremos para decidir”, concluiu.

No passado dia 01, o SNPVAC retirou o pré-aviso de greve dos tripulantes de cabine da TAP, na sequência de um protocolo celebrado com a transportadora aérea nacional.

O SNPVAC tinha decretado quatro pré-avisos de greve, a primeira das quais a ocorrer entre 09 e 11 de fevereiro.

Tinham sido apresentados ainda pré-avisos para uma paralisação a repetir mensalmente e mais duas greves parciais para operações de médio e longo curso a partir de 28 de março.