O líder do PCP, Jerónimo de Sousa falou do contributo que o partido deu para diminuir as desigualdades no âmbito do Orçamento do Estado para 2018, mas voltou ao tema do salário mínimo nacional cuja proposta do Governo, para o ano que vem se fixa nos 580 euros

Travar o aumento do salário mínimo nacional nos 580 euros, em vez de avança até ao 600 euros em 2018, significa travar a justiça para com os trabalhadores que criam a riqueza. E travar a possibilidade de desenvolvimento económico, a criação de empresas e mais sustentabilidade da Segurança Social”, disse Jerónimo de Sousa.

“No combate à pobreza também está a valorização do salário mínimo”, acrescentou o comunista.

E pediu ainda que venham no futuro medidas para garantir “que não falta água nas torneiras para o consumo humano nem na agricultura.”

“Este é seguramente o período de seca mais grave que temos enfrentado”, afirmou, na resposta, António Costa, enumerando agora as medidas que, “desde maio”, o Governo tem implementado para acudir aos agricultores e para apoiar a aquisição de alimentos.

Mas o primeiro-ministro nada disse sobre o tema do salário mínimo, cuja decisão ficou adia, pelo menos, para 19 de dezembro.

Governo propõe valor de 580 euros, face aos atuais 557 euros, mas consenso não está fácil. CCP e CGTP parecem longe de assinar o aumento em cima da mesa. O ministro Vieira da Silva garante que o dossier fica fechado no próximo encontro da concertação social.