O candidato da coligação PSD/CDS-PP às europeias Paulo Rangel desafiou esta quinta-feira o líder do SPD, Sigmar Gabriel, a esclarecer se concorda com António José Seguro ou com Martin Schulz relativamente aos «eurobonds» e à mutualização da dívida.

«Era essencial que Sigmar Gabriel esclarecesse se, quanto à mutualização da dívida e aos "eurobonds", está do lado de Seguro ou do lado de Martin Schulz», declarou Paulo Rangel à agência Lusa, alegando existir «uma contradição» nestas matérias entre o secretário-geral do PS e o socialista alemão candidato a presidente da Comissão Europeia, para quem estes temas «não estão na agenda».

O líder do Partido Social-Democrata alemão (SPD) e vice-chanceler do Governo da Alemanha, Sigmar Gabriel, encontra-se hoje com António José Seguro, na sede do PS, em Lisboa, e depois jantará com Seguro e com o cabeça de lista do PS às eleições europeias, Francisco Assis, em Ourém, para assinalar os 40 anos do 25 de Abril.

Segundo o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias, Paulo Rangel, «o único discurso europeu que o PS tem feito é sobre a mutualização da dívida».

Em contraste, Martin Schulz, alemão que preside ao Parlamento Europeu e é candidato a presidente da Comissão Europeia, também membro do SPD, «já explicou de forma muito clara que a mutualização da dívida e os "eurobonds" não estão na agenda», assinalou o eurodeputado do PSD.

Questionado sobre a posição do seu partido nestas matérias, Paulo Rangel respondeu que «o PSD tem dito que a mutualização da dívida pode fazer sentido mais tarde, mas que neste momento não há condições para isso».

«A médio prazo pode ser uma coisa positiva, mas é preciso haver primeiro um conjunto de requisitos», reforçou, acrescentando que essa é também a posição do CDS-PP e do Partido Popular Europeu (PPE).

Paulo Rangel acusou o PS de fazer sobre estas matérias «propostas demagógicas, que sabe não têm condições para andar para a frente».