O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, alertou esta terça-feira que criar taxas turísticas, conforme anunciado pelo presidente da Câmara de Lisboa, é arriscar matar a atual «galinha dos ovos de ouro» do crescimento da economia, que é o setor do turismo.

«Tenho ouvido por aí um debate sobre taxas turísticas em Portugal. Eu respeito a autonomia do poder local, mas, como tenho responsabilidades na área da coordenação das políticas económicas, acho que devo deixar um alerta: Não matem a galinha dos ovos de ouro fazendo, ao mesmo tempo, taxas para dormir, taxas para aterrar e taxas para desembarcar», afirmou Paulo Portas, citado pela Lusa, na intervenção de encerramento da conferência 'Empresas na Caixa', promovida no Porto pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anunciou, na segunda-feira, que será cobrada uma taxa de um euro pela chegada de turistas ao aeroporto e ao porto em 2015 e, a partir de 2016, uma taxa do mesmo valor por dormida.

Dias antes, o ministro da Economia, Pires de Lima, desafiou o presidente da Câmara de Lisboa e candidato a primeiro-ministro a «resistir à tentação» de criar uma taxa de dormida para turistas em Lisboa.

Desde o anúncio de António Costa, foram várias as reações negativas, em particular de entidades do setor como a Confederação do Turismo Português (CTP) e a Associação da Hotelaria de Portugal.