A reforma da Segurança Social vai fazer-se depois das eleições, em acordo com os partidos da oposição e com os parceiros sociais: foi assim que Paulo Portas respondeu às várias perguntas sobre o modelo defendido pela coligação para a reforma do setor.

No programa “Tenho uma pergunta para si”, transmitido pela TVI e TVI24, o governante e candidato da coligação às legislativas de outubro, adiantou apenas que essa reforma será feita “respeitando a doutrina do Tribunal constitucional e não será feita à custa das pensões a pagamento”.

“Se nos preparamos para estar disponíveis para acordar não vou condicionar esse acordo e vou respeitar o que é o princípio da negociação”


A poupança dos 600 milhões que o Governo pretende com a reforma do sistema de pensões continua de pé, afirma Portas, mais uma vez sem revelar os contornos dessa poupança. “É um problema que temos de resolver”, disse.

Portas afirma que sempre defendeu que a reforma da Segurança Social só pode ser feita em período de crescimento económico para que a transição não corra riscos, do ponto de vista das contribuições.

“Temos cada vez menos ativos a pagar cada vez mais pensões, cada vez mais anos. Não fazer nada é convidar a que os jovens tenham a convicção de que não terão pensão mais tarde”


O modelo proposto pela coligação é, no entender de Portas, “o mais moderado de todos”: descontos obrigatórios para a Segurança social até um valor limite, podendo depois descontar, se assim o quiserem, para o privado ou associação mutualista. “Em contrapartida, o Estado paga pensões até um limite”.


"O PS muda as regras do jogo dos contratos atuais. A maioria faz um sinal para o futuro, para novos contratos, o impacto financeiro é muito mais limitado"


Criticando o modelo proposto pelo PS, o governante afirma que o programa dos socialistas faz desaparecer pelo menos 9 mil milhões de euros da Segurança social, com a redução da TSU. “O nosso plafonamento é moderadíssimo”, concluiu.


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