O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, frisou, esta segunda-feira, não querer que nenhuma empresa portuguesa perca uma obra por falta de apoio político e antecipou o avanço de vários contratos e oportunidades para as empresas que o acompanham na missão ao México.

«Não quero que nenhuma empresa portuguesa perca uma obra por falta de apoio político, porque outros países certamente fá-lo-ão. Se nós não o fizermos somos parvos», disse hoje Paulo Portas em Guadalajara, no âmbito da delegação portuguesa ao México liderada por si e pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, que integra cerca de 50 empresas portuguesas.

Paulo Portas frisou estar «ao lado das empresas portuguesas» e lembrou que as exportações portuguesas para o México cresceram 13% face a 2009.

«O facto de estarem mais de 50 empresas nesta missão quer dizer alguma coisa. Os negócios são as empresas que os fazem, aquilo que é importante é que um ministro, um vice-primeiro-ministro, um primeiro-ministro, um Presidente da República, na hora certa, quando os portugueses estão a concorrer com outros, deem uma palavra a favor dos portugueses», frisou.

Para o governante, «isso é que é proteger as marcas, os produtos e as empresas» portuguesas.

«Com esta missão onde estão mais de 50 empresas, não só teremos oportunidade de ver vários contratos a avançar, como várias oportunidades de negócio para exportar mais», antecipou.

Sinal disso foi desde logo para Paulo Portas o anúncio da Mota-Engil de ter conseguido um contrato para o desenvolvimento de um mega projeto turístico no Pacífico, no México.

«Começamos com o pé direito esta visita ao México, onde estamos com mais de 50 empresas portuguesas, e que é uma das maiores economias do mundo e onde empresas portuguesas com muito mérito estão a ganhar mais concursos», disse.

Como exemplo, Portas disse que a Mota-Engil «acaba de dar o primeiro passo para ter um projeto de desenvolvimento turístico que vale 1.500 milhões de dólares [1.330 milhões de euros] nos próximos dez anos e constituirá um dos maiores, senão o maior projeto de desenvolvimento turístico na costa do Pacífico no México».

«Ou seja, conseguiu ganhar mais uma obra, desta vez na área do turismo. Quero dar-lhes os parabéns, porque de cada vez que eles fazem bem, cada obra que ganham é uma bandeira de Portugal que sabem exibir com orgulho», disse, destacando os outros 1.500 milhões de dólares de carteira de encomendas que tem em curso em diferentes obras.

O governante lembrou que 80% dos negócios da empresa está nos mercados externos e os 1.600 expatriados portugueses que «estão a dar o litro e que deixam ficar bem Portugal em muitas obras em muitos países», assim como os 8.000 trabalhadores que a empresa tem Portugal.

«Se a Mota-Engil não conseguisse ganhar fora de Portugal as obras que tem ganho não teria esse número de postos de trabalho no nosso país», afirmou.