O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, voltou a apelar ao consenso e à capacidade de acordo dos partidos em comprometer-se com medidas que durem para além do programa de ajustamento da troika.

Na comissão parlamentar que discute esta tarde as medidas da 11ª avaliação da troika a Portugal, cujo relatório foi publicado hoje, o governante , para além de lembrar que Portugal está a poucas semanas de recuperar a sua autonomia política e financeira, acrescentou: «Assim como nunca achei produtivo discurso meramente anti-troika, agora que estamos no fim, faz sentido discutirmos democraticamente a emancipação face à troika», defendeu.

Para Portas, o sucesso da saída de Portugal do programa da troika depende da capacidade de acordo político entre partidos que «aspiram a governar o país e ter vontade de compromisso social e concertação social porque é essa a essência da visão europeia do progresso em termos sociais e na sede própria que é a concertação».

E remata: «Sim, há eleições, mas há o dia seguinte. É importante que as principais forças políticas e os parceiros sociais alcancem consenso em algumas matérias».