Portugal termina de forma positiva a 11ª avaliação do programa de assistência financeira da troika, revelou Paulo Portas, sublinhando que falta apenas uma avaliação para o fim do programa. «Esta lebre está corrida», vincou.

Já sobre os impostos, Maria Luís Albuquerque revelou que a comissão de reforma do IRS não foi criada para baixar o imposto, mas sim para analisar, «de forma a poder adequar a estrutura dos impostos aos objetos de política económica. Não foi criada para baixar impostos», reiterou.

Relativamente à estratégia de saída do programa de ajustamento, Portas revelou que a decisão será conhecida «bem antes de 17 de maio», sublinhando que o assunto não esteve em discussão nesta avaliação.

«Discussão de medidas adicionais? Isso simplesmente não aconteceu»

«Estamos a aproximar-nos da conclusão [do programa] dando sinais da capacidade recuperada de Portugal progressivamente ter acesso ao mercados», adiantou o governante, que acrescentou que a troika reconhece que há hoje um crescimento económico mais forte liderado pelo investimento e exportações.

Não há mais programas de rescisões amigáveis em 2014

Com base nesse cenário, a troika e o Governo discutiram e acertaram uma revisão em alta da evolução do cenário macroeconómico, «com prudência e realismo», referiu Paulo Portas.

O crescimento para 2014 deverá, segundo a nova estimativa, atingir 1,2%, «bastante melhor do que 0,8% previstos anteriormente», adiantou o vice primeiro-ministro.

O desemprego, na nova estimativa, deverá ficar em 15,7% em vez dos anteriores 16,8%. No caso das exportações, deverão manter crescimento de 5,5%, já o investimento deverá passar de -6,5% para +3,1%. «A revisão do cenário aponta para um ano com mais crescimento mais emprego, mais exportações e mais investimento», resumiu o governante.

Relativamente às reformas estruturais, Paulo Portas sublinhou que na última avaliação da troika vão ser discutidas medidas para reduzir custo da energia e que se reflitam no custo para o consumidor.

«Em matéria laboral o Governo manteve a sua conhecida posição de que ajustamento salarial já foi realizado, o nosso modelo de crescimento assenta em ganhos de competividade, o governo estudará com os parceiros sociais que apontam para dinamização da contratação coletiva e o ajustamento de critérios de representatividade nos instrumentos de contratação», defendeu Paulo Portas.