O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, apresentou Portugal como um país que está na «moda», mas considerou que o turismo é de qualquer forma um setor sustentável, pois existem muito boas razões para visitar uma região com um «mix» especial.

«Portugal está manifestamente na moda e eu acho que o turismo é sustentável, para além da moda, em Portugal. Há muito boas razões para vir ao nosso país», afirmou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas durante uma visita à 13ª edição da feira de Viagens «Mundo Abreu», que decorre este fim-de-semana em Lisboa.


Sublinhando que existem hoje em dia «muitas razões diferentes de muitos públicos diferentes para escolher Portugal como destino», o vice-primeiro-ministro falou do «mix» que acha que mais nenhum outro país pode oferecer.

«Tem sol, tem oceano, tem rio, tem praia, tem golf, tem 'shopping', tem 'surf', tem gastronomia, tem património, tem história, tem boas vias de acesso, é um país hospitaleiro, os portugueses acedem com facilidade a línguas», sustentou, questionando quantos países podem oferecer tudo isto ao mesmo tempo.


Escusando-se a falar de matérias partidárias, Paulo Portas, que é também líder do CDS-PP, destacou ainda o facto de o crescimento do setor do turismo ser «obra do setor privado», com o Estado a ter apenas um papel de «facilitar».

«Essencialmente quem faz o turismo e quem capta o turismo e quem promove o turismo é Portugal como destino e são as empresas do setor e o comportamento delas tem sido absolutamente extraordinário.»


A este propósito, o vice-primeiro-ministro recordou o crescimento do setor do turismo em 2014, com um acréscimo de 11% em visitantes e 12% na rentabilidade dos hotéis.

«É um sinal que a economia está melhor, que o turismo dá um contributo muito importante para que a economia esteja melhor, que as exportações beneficiam do turismo. Acho que se vê com bastante nitidez que há uma procura muito grande», acrescentou.


Além disso, continuou, as exportações portuguesas passaram de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) para mais de 40% no espaço de cinco anos.

«Quando já se está em mais de 40% do PIB é evidente que é mais difícil continuar a subir, mas, ainda assim, apesar de janeiro ter sido mais frágil, fevereiro recuperou, as exportações estão no positivo, estão em retoma, estão a crescer sobre um recorde, acho isso muito positivo», referiu.