O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse que Moçambique é "porventura o caso mais impressionante" do crescimento das relações económicas com Portugal e que as exportações num e noutro sentido aumentaram 30% nos primeiros cinco meses de 2015.

"Já em 2015, o crescimento das exportações de Portugal para Moçambique e de Moçambique para Portugal foi exatamente igual nos primeiros cinco meses, como se tivesse sido feito um planeamento, e foi de 30%", disse Paulo Portas.


O governante falava na sua intervenção na 'Conferência Portugal Moçambique - Ligações Fortes', que decorre esta sexta-feira em Lisboa, no âmbito da visita do presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, a Portugal.

Paulo Portas adiantou que há cerca de 3.000 empresas portuguesas a trabalhar o mercado de Moçambique e que "em menos de cinco anos, a exportações de bens de Portugal para Moçambique mais do que duplicaram, de 150 milhões de euros para 320 milhões de euros", assim como sucedeu com as exportações de serviços "que também mais do que duplicaram".

Para o vice-primeiro-ministro, tal significa que na lista dos principais clientes, Moçambique está a ocupar cada vez mais um lugar importante.

"Moçambique é porventura o caso mais impressionante do crescimento das relações económicas com Portugal, de Moçambique para Portugal e de Portugal para Moçambique", reforçou, sublinhando que este "é um crescimento partilhado".


Paulo Portas foi mais longe no seu discurso e frisou, que apesar de Moçambique ainda estar "numa posição difícil" nos rankings internacionais, já sabe que "com estabilidade política, formação e apetrechamento institucional", "vai ser um extraordinário caso de sucesso no século XXI".

"Vamos cada vez mais ouvir falar muito de Moçambique, Portugal quer ser parte desse processo de desenvolvimento e de inclusão", afirmou, sublinhando o grande potencial de crescimento daquele país africano.

Por outro lado, convidou também as empresas moçambicanas "a estabelecerem parcerias e olharem para os mercados regionais a partir de Moçambique" e lembrou que as empresas portuguesas "são intensamente criadoras de emprego em Moçambique", destacando o seu desempenho económico e social naquele país.

Dirigindo-se a Nyusi, atribuiu também um significado à sua visita a Portugal: "A primeira visita não africana do Presidente da República [de Moçambique] é feita em Portugal, o que significa a consistência e a tranquilidade que têm as relações diplomáticas entre os dois Estados soberanos que se conhecem muito bem e gostam um do outro".

Paulo Portas afirmou ainda que os dois Estados estão "na fase de execução da última cimeira entre os dois países" e que os mesmos já estão a preparar-se "para em 2016 voltarem a traçar objetivos", cita a Lusa.