«Eu não fui a Angola tratar do BES. Fui à inauguração da Feira Internacional de Luanda, como faço todos os anos desde 2011. A minha visita estava prevista há muitos meses e estranho seria se a desmarcasse».



«Tive o cuidado de acertar com o senhor governador [do Banco de Portugal] o que dizer se houvesse questões públicas, dos jornalistas, sobre o BESA, e disse a verdade: serei discreto e sei que as autoridades regulatórias dos dois países estão a trabalhar em soluções que sejam estabilizadoras».



«Esta conversa aconteceu vários dias antes dos resultados do BES terem sido divulgados, da perda do estatuto de contraparte e da medida de resolução. Tudo o que tornou a questão mais sensível aconteceu depois. Nem eu nem o presidente de Angola somos dotados de presciência».



«Não me ouviu fazer comentários sobre a situação do BES, por ter a noção da dimensão dos efeitos que poderia ter».