O vice-primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que os dados das exportações de 2013, divulgados hoje, são um sinal da recuperação económica e dão esperança aos portugueses, desmentindo «céticos» que pensavam que as vendas ao exterior não podiam continuar a crescer.

«Portugal bateu em 2013 o recorde de sempre das exportações. Temos um setor exportador que representa hoje praticamente 40% do PIB [Produto Interno Bruto]. São números realmente importantes e os parabéns têm que ser dados às empresas que arriscaram e foram também para o exterior», disse Paulo Portas em Madrid.

«Cada vez que as empresas portuguesas colocam as suas marcas e os seus produtos lá fora não estão apenas a ganhar quota de mercado em concorrência com outros países, estão a proteger a sua retaguarda e postos de trabalho em Portugal», disse aos jornalistas portugueses.

Portas afirmou que os dados hoje divulgados pelo INE são importantes porque ocorrem em dezembro, quando já estão feitas as encomendas de Natal e porque demonstram crescimento «para os mercados não europeus como para os

europeus», onde estão os principais clientes de Portugal.

O número dois do Governo rejeitou que os dados demonstrem que as exportações possam estar a tocar no teto, apesar do abrandamento no crescimento relativamente a 2012.

«Não me aprece que esse argumento possa continuar a ser usado. Em 2012 Portugal tinha tido recorde de exportações. Muita gente disse que se tinha atingido o limite. Mas em 2013 subiram globalmente mais de 4,5%», disse.

«O que significa que continuamos a crescer face ao PIB, num ano em que a partir do segundo semestre houve alguma recuperação da atividade económica e o peso das exportações sobre o produto continuou a aumentar», disse.

Portas afirmou que continua a haver «céticos que dizem que não se pode exportar mais», mas os dados demonstram o contrário.

«Quando um país consegue aumentar a sua quota de exportações e o peso das exportações no produto, isso é sempre sintoma, avançado, de que a sua economia se está a modernizar», disse.

«Não há outra leitura possível a não ser que são um sinal positivo para a nossa economia», disse.