O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou esta segunda-feira, no Porto, que o país precisa de atrair mais investimento para conseguir gerar mais emprego e mais coesão.

«Precisamos de crescimento, precisamos de investimento, é isso que gera mais emprego e mais coesão», afirmou Paulo Portas aos jornalistas, após reunir-se cerca de uma hora com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, escreve a Lusa.

O governante sublinhou que «o investimento é uma condição do crescimento e o crescimento é a condição da criação de emprego» e que não se desviará «desta linha».

Questionado sobre a necessidade de o país pôr fim à austeridade e seguir outras políticas de investimento público, Portas apenas referiu que «Portugal cresceu no segundo trimestre 0,6%», sendo, ao lado da Espanha, «um dos países da zona Euro que cresceu mais».

«Enquanto outros estagnaram nós crescemos», afirmou, considerando que o país tem de «diversificar ainda mais o destino das suas exportações».

Sobre a conversa com o autarca independente Rui Moreira, Portas destacou que «o Porto é uma cidade essencial» para a atração de maior investimento, afirmando ter sido debatida «a estratégia de internacionalização, a promoção das exportações e a atração de investimento».

«O Porto está de facto na moda, basta ler as revistas estrangeiras», vincou, acrescentando que, conhecendo como conhece o autarca e amigo Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto «está muitíssimo empenhado a mostrar mais Porto a mais mundo».

«Isso evidentemente atrai investimento, [gera] criação de riqueza e postos de trabalho», disse, citado pela Lusa.

Segundo Paulo Portas, atualmente os municípios «também são importantes na chamada diplomacia económica, na medida em que se chegam mais à frente, ou menos, do ponto de vista do que podem oferecer do ponto de vista de investimento».

Rui Moreira afirmou que esta reunião de hoje serviu para discutir um conjunto de dossiês importantes no âmbito da internacionalização e atração de investimento.

«Discutimos as questões da competitividade, hoje as cidades concorrem entre si num aspeto fundamental que é a atração desse investimento e a criação de condições de competitividade e, para isso, é necessária a colaboração entre o Governo central e as cidades», referiu Moreira.

O autarca deu ainda nota a Paulo Portas das suas preocupações quanto ao Metro do Porto, Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, porto de Leixões e «do transporte aéreo».

«Gostaríamos de ir um pouco mais longe, fazer com que Portugal esteja cada vez mais com uma porta aberta para o mundo em destinos que não são os tradicionais», disse.