O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou hoje que os custos do trabalho em Portugal «já ajustaram» e que, se for preciso, o Governo voltará a explicar esta realidade no âmbito da 12.ª avaliação da troika.

«Esta é a 12.ª avaliação, é a última avaliação e se for preciso explicar mais uma vez que os custos do trabalho em Portugal já ajustaram, explicaremos naturalmente», disse o governante quando questionado pelos jornalistas, em Lisboa.

Paulo Portas destacou que, nos últimos três anos, os portugueses foram assistindo, «muitas vezes de uma forma dolorosa» a relatórios e perguntas repetidamente.

«Esta é a última avaliação, estamos a uma (avaliação) de terminar o programa com a troika e acho que isso, com toda a franqueza, é uma boa notícia para todos», declarou.

Paulo Portas falava na Fundação Oriente, onde se deslocou, juntamente com o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, para assistir à assinatura de um memorando de entendimento entre uma empresa portuguesa de tecnologia (Tekever) e o Centro de Engenharia de Xangai para micro satélites.

De acordo com o vice-primeiro-ministro, Portugal tem hoje capacidade para exportar produtos tradicionais, mas também tecnologia dentro e fora do mercado europeu.

Nuno Crato realçou que se trata de um exemplo de parceria entre empresas, centros e nações que abre as portas a um novo futuro para engenheiros e cientistas.