O presidente do CDS-PP condenou quinta-feira as taxas municipais criadas pelo líder socialista e autarca lisboeta, António Costa, defendendo que se deve facilitar a vida ao turismo e seu «contributo extraordinário» para as exportações portuguesas.

«A sua taxa (de Costa) não tem nenhum serviço. Esta taxa dos turistas que dormem, dos turistas que aterram ou desembarcam não tem nenhum serviço associado, ou seja, é puro socialismo, taxas a mais, em vez de as empresas poderem investir a sua margem nas empresas e na criação de emprego», afirmou Paulo Portas.

O também vice-primeiro-ministro do Governo PSD/CDS-PP discursou num jantar natalício com as concelhias centristas de Lisboa e sublinhou que «2013 foi o melhor ano turístico de sempre em Portugal» e que «2014 está a crescer, entre 9 e 10%, em número de visitantes e entre 9 e 11% em rentabilidade do setor».

«Quando temos o turismo a crescer devemos facilitar-lhe a vida e não criar-lhe custos de contexto. Ouvi o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, quando se lembrou de criar três taxas, que no aeroporto também há 20 e tal taxas, como se as dele fossem iguais. Uma coisa são taxas que correspondem a serviços (polícia, proteção civil), outra coisa são taxas que nada têm a ver com serviços, em que as pessoas são tributadas pelo simples facto de serem turistas, passageiros ou virem fazer seus negócios ou tratar da sua vida a Lisboa», defendeu.

O presidente do conselho nacional democrata-cristão, Telmo Correia, também criticou a «radicalização» do discurso de Costa a que disse ter assistido no recente congresso «rosa», sem que tenha sido apresentada «uma única ideia» para o país.

«A não ser aquele senhor, de cravo na mão, que poderá ser ou não candidato a Presidente da República. É muito cravo, muito Abril, mas nenhuma proposta», afirmou, referindo-se ao universitário Sampaio da Nóvoa.

Para o também membro da comissão nacional centrista e deputado, a «tentativa de sedução do PS à esquerda» tem tido por protagonistas alguns ex-membros do Bloco de Esquerda, referindo-se a dissidentes bloquistas e especificamente ao partido LIVRE, onde pontifica o antigo eurodeputado Rui Tavares.

«Já se dizem o CDS da esquerda, mas a única semelhança entre o BE ou o LIVRE e o CDS é a mesma que há entre uma minhoca e um elefante. Ambos rastejam, exceto o elefante», gracejou, para gáudio das mais de 200 pessoas, incluindo a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, vários secretários de Estado, o líder parlamentar, Nuno Magalhães, entre outros.