Paulo Portas garante que o Governo não está com pressa de vender o Novo Banco. Em entrevista à TVI e TVI24, no programa “Tenho uma pergunta para si”, o vice-primeiro-ministro e candidato da coligação às legislativas, sublinhou que o método negocial foi definido pelo Banco de Portugal. “Mas quem é que disse que havia pressa”, retorquiu, quando questionado sobre as últimas notícias sobre a venda.

Custos para os contribuintes, haveria, caso o Governo tivesse optado por uma nacionalização, repetiu Paulo Portas, várias vezes:

“Garanto que se tivesse sido uma nacionalização qualquer português já estava a pagar. Na resolução, pagam os acionistas e, se for caso disso, o sistema financeiro”


O responsável deu como exemplo a nacionalização do BPN e garantiu que prefere um sistema de resolução que poupe o contribuinte. “Não vai custar um cêntimo ao contribuinte?”, questionou José Alberto Carvalho: “É mesmo essa a diferença”, afirmou Portas.

"A CGD tem várias formas de poder resolver a questão, tem várias maneiras de cumprir com o fundo de resolução"


Apesar de admitir que o sistema não é perfeito, o governante adianta que “não se pode querer o melhor de dois mundos”,ou seja, um banco público, mas blindado ao que acontece no sistema. E recusa que, indiretamente, os custos que a CGD possa ter através do Fundo de Resolução, saiam dos bolsos dos contribuintes.

Quanto ao impacto da resolução no défice, Paulo Portas sublinha que esta é contabilística, poderá ser imputada a 2014 e “não tem nenhum efeito na vida das famílias e empresas em 2015”.

 “Não é relevante para metas orçamentais em matéria de programa de estabilidade"

Lesados: “Não gostei do comportamento dos reguladores”


Paulo Portas critica os reguladores do mercado e o impasse relativamente aos lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo, que têm até dia 18 para decidir se aceitam a proposta do Novo Banco.

“Não gostei do comportamento dos dois reguladores a passar culpas uns aos outros. São independentes, deviam sentar-se à mesa a analisar caso a caso e separar o trigo do joio”


Portas diz que deveria existir menos “espírito de capelinha”, e que a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários “deviam ter mais respeito pelas suas funções”


Leia mais sobre a entrevista de Paulo Portas:


Portas pede maioria absoluta e apela à classe média e indecisos

“Nunca tive medo do mérito dos outros”

Portas não se compromete com alívio de impostos a não ser IRS e IRC

Segurança Social: "Não vou condicionar esse acordo"

Refugiados: "Uma praga? Nem sequer comento"

"PS vetou debates, António Costa mostra sinais de arrogância"