O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou esta segunda-feira que Portugal poderá voltar a bater, em 2015, o ‘record' de sempre em termos de exportações, se se confirmar a trajetória de crescimento registada no primeiro trimestre deste ano.

O vice-primeiro-ministro centrou-se nos dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) que mostram um aumento de 4% das exportações e uma queda de 1,4% das importações no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, e uma subida das exportações de 10,9% se se considerar apenas o mês de março, face ao mesmo mês do ano anterior.

O crescimento verificado, diz o INE, permitiu uma subida da taxa de cobertura para 86,1%.

"Os números do primeiro trimestre são bem positivos e se se confirmarem nos trimestres seguintes, isso significará que Portugal vai a caminho de um novo ‘record' nas exportações", afirmou Paulo Portas.


O governante acrescentou que este "é um sinal muito animador" e sublinhou "a aceleração muito significativa", das exportações no trimestre (4%), no mês de março (10,9%), e face a fevereiro (10,2%), afirmando que estes números são "um sinal de modernização da economia".

Além disso, considera, "aproximam-se mais daquela que é a definição do que é a tendência relativamente ao ano de 2015".

"Na verdade, as exportações estão a crescer sobre o melhor ano de sempre e não pararam de crescer como alguns céticos se precipitaram a dizer", acrescentou.


O governante lembrava, assim, de forma implícita as críticas da oposição aquando da divulgação dos dados relativos a janeiro e que mostravam uma descida das exportações.

"Eu disse sempre que as exportações voltariam a ter em 2015 o seu melhor ano de sempre, ou seja, que este ano as empresas exportadoras voltariam a ter um novo máximo de vendas para o exterior", reforçou.


Paulo Portas disse ainda que os números das exportações dos serviços ainda não foram divulgados e frisou que "estes têm dado uma ajuda suplementar muito positiva à balança comercial" portuguesa.

O governante explicou que a aceleração das exportações está a verificar-se dentro da União Europeia e fora desta, "corrigindo uma certa tendência do início do trimestre" e destacou que os setores que mais cresceram foram a ótica (mais de 11%), os produtos agroalimentares (9,8%), os produtos minerais (7%), os veículos (6,4%).

"Isto significa que o setor exportador português está francamente resiliente a oscilações no mercado dos combustíveis. Há muitos setores a crescer e a crescer solidamente", frisou.


Sobre as importações, que caíram 1,4% no trimestre mas aumentaram 10,1% em março, em termos homólogos, Paulo Portas afirmou que "as importações em si não significam um problema desde que parte seja para investimento e que o comportamento das exportações seja resiliente".