O vice-primeiro-ministro Paulo Portas afirmou esta segunda-feira, em Luanda, que Portugal mantém com Angola a mais «intensa» relação, admitindo que o mercado angolano, pela aposta das empresas portuguesas, ajudou o país a ultrapassar as dificuldades económicas.

«As relações económicas entre Angola e Portugal são fortíssimas, eu diria mesmo que não há nenhum outro país no mundo com quem Portugal tenha uma relação tão intensa como com Angola», afirmou Paulo Portas à chegada à capital angolana, onde pela quarta vez visita a Feira Internacional (FILDA) de Luanda.

No certame estão representadas mais de 100 empresas de Portugal, entre mil expositores provenientes de 39 países, sendo o contingente português o mais representativo de sempre e de maior expressão, novamente, nesta edição da FILDA, que abre ao público na terça-feira.

Em Luanda, o vice-primeiro-ministro destacou, a propósito desta feira, que o volume das trocas comerciais entre os dois países, em ambos os sentidos, atingiram em 2013 «a melhor marca de sempre» e já ultrapassam os 7.500 milhões de euros anuais.

Tendência que, ainda segundo Paulo Portas, se repete em 2014, com as exportações entre os dois países novamente a crescer. Além disso, recordou, Angola é hoje «o primeiro cliente de Portugal fora da Europa», com 8.800 empresas portuguesas a atuarem no mercado angolano.

Paulo Portas enfatizou que Portugal, à exceção do setor petrolífero, é «o maior investidor estrangeiro em Angola», participando «ativamente no desenvolvimento da sociedade e da economia» angolanas e «criando oportunidades para todos».

No sentido contrário, admitiu também, há «investimentos importantes» angolanos em Portugal.

«O que significa que, com uma abordagem que respeita a soberania dos dois Estados e é pragmática para obter ganhos para ambos em termos empresariais e económicos, a relação entre Portugal e Angola é única e que só pode crescer», enfatizou Paulo Portas.

Questionado sobre a importância que o mercado angolano representou para as empresas portuguesas afetadas pela crise financeira interna e pelas dificuldades em alguns destinos de exportação dentro da União Europeia, o vice-primeiro-ministro admitiu que África, e em especial Angola, representou uma alternativa decisiva.

«As empresas portuguesas partiram, navegaram, foram para economias emergentes. África é um dos continentes de maior potencial económico, Angola é uma potência africana. Estão aqui quase 9.000 empresas [portuguesas] a trabalharem este mercado, imaginem quantos postos de trabalhos são defendidos pelo facto de conseguirmos aqui exportar o que exportámos, investir o que investimos», concluiu.